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De 8 a 80. Por que a maioria dos palestrantes não conseguem fazer 80 palestras por ano?


18/10/2019

Olá pessoal!

Hoje vou falar do porque a maioria dos palestrantes não fazem tantas palestras durante o ano.O mercado de palestras vem sofrendo transformações ao longo dos anos, principalmente nos últimos 5 anos. 

Sua primeira grande transformação está relacionada às palestras com cunho extremamente motivacionais ou emocionais, essas modalidades têm seus dias contatos, pois elas não geram efetividade, o mais próximo disso são os burburinhos, pessoas temporariamente entusiasmadas, mas que não gera um resultado efetivo.

No entanto, poucos profissionais perceberam essa onda e ainda continuam com as frases prontas, as frases de efeito, os gritos de guerra e as empresas a cada dia passam a refutar isso. 

A segunda transformação que o mercado viveu foi a aceitação do palestrante profissional, o público não quer alguém que conte bem uma história, ele quer alguém que saiba de uma forma didática, transparente, persuasiva levar suas experiências para cima do palco. O mercado quer verdade, conhecimento, técnica, ferramentas, dicas, e só consegue fazer isso quem vive o mercado, quem tem alguma profissão e exerce a palestra como forma de contar essa profissão.

Muitas pessoas foram enganadas por workshop de formação de palestrantes, largaram tudo para viver de palestra e estão sofrendo muito com isso, pois o público o encara como palestrante profissional e isso já não tem espaço no mercado.  

O que você precisa para ingressar no mercado e fazer um volume grande de palestras são duas coisas:

 

  • Ter uma grande performance: Saber entregar seu conteúdo 

 

Conheço muitos palestrantes que ficam atrás de um púlpito e se quer usam slides e consegue fazer uma palestra maravilhosa, porque a performance dele está no conteúdo, na maneira como ele entrega, conta uma história e fala. Isso é muito importante. A performance é a maneira como você entrega seu conteúdo, da forma que você desejar.    

 

  • Você precisa defender uma bandeira: Ter um conteúdo inédito  

 

E esse conteúdo inédito não é você ter o “poder da atitude”, o “poder da motivação”, os “5 passos da venda extraordinária”, isso acabou. Você precisa defender uma bandeira.

Minha carreira decolou quando comecei a defender bandeiras, a primeira que foi a reinvenção do profissional, a partir daí criei uma palestra e construí um livro, defendendo o conceito das 5 inteligências do profissional do futuro.  Depois criei minha segunda bandeira a do resultado, esse conceito consiste em que não importa com o resultado e sim olhar para o desempenho, o foco nos resultados estavam com os dias contados. E recentemente eu defendo uma nova bandeira a do não negocie com a preguiça, onde eu defino engajamento.

Quando temos uma bandeira para defender, nos tornamos inéditos, o mercado nos olha de maneira diferente, tenho ensinado isso aos meus educadores: não vão para o mercado com tema de palestra, isso todos têm, vão ao mercado para defender uma bandeira, apresentando seu conteúdo de forma inédita, para de fato trazer para as pessoas algo que elas nunca viram e se você somar isso a uma grande performance, a personalização, como falamos no artigo anterior, dando atenção especial ao seu cliente, só assim sua agenda começará a crescer.

Enquanto você estiver na mesma gôndola de pessoas que só falam besteiras de cunho motivacional ou sem uma bandeira a ser defendida, saiba que dificilmente você vai emergir para a gôndola dos que fazem de 80 a 100 palestras por ano.

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